O Corinthians perdeu por 2 a 0 para o Platense na noite desta quarta-feira, na Neo Química Arena, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. Mesmo já classificado e garantido na liderança do Grupo E, o time de Fernando Diniz entrou em campo com força máxima, mas fez uma de suas atuações mais fracas na competição e encerrou a primeira fase com derrota diante da torcida.
A noite teve peso maior por causa de Memphis Depay. O atacante foi titular após quase dois meses convivendo com problemas físicos, mas ficou apenas no primeiro tempo. Como foi convocado pela Holanda para a Copa do Mundo, o jogo ganhou clima de possível despedida antes da pausa para o Mundial, em meio às incertezas sobre renovação e futuro no clube.
O resultado não muda a classificação do Corinthians às oitavas, mas atrapalha a briga por melhor posição geral na Libertadores. Para o Platense, a vitória teve peso histórico: o clube argentino garantiu vaga no mata-mata em sua primeira participação na competição continental.
⚠️ Corinthians entra classificado, mas perde chance de melhorar campanha geral
O Corinthians já chegou à última rodada com a liderança do Grupo E assegurada. Ainda assim, o jogo tinha importância estratégica. A equipe buscava somar pontos para melhorar a posição na classificação geral da Libertadores, fator que pode pesar nos mandos de campo das fases eliminatórias.
A escolha de Fernando Diniz por um time forte mostrou que o clube tratava a partida como oportunidade real de aumentar vantagem competitiva para o mata-mata. O problema é que a atuação não acompanhou a intenção. O Corinthians errou passes em excesso, teve dificuldade para acelerar o jogo e permitiu que o Platense se sentisse confortável mesmo atuando fora de casa.
A derrota encerra a invencibilidade corintiana na Libertadores e deixa um alerta importante antes das oitavas.
🧠 Zapiola decide o jogo e expõe falhas do Corinthians
O Platense abriu o placar ainda no primeiro tempo, aos 20 minutos, em pênalti convertido por Zapiola. O gol aumentou a ansiedade do Corinthians, que já vinha apresentando dificuldade para construir jogadas com clareza.
A melhor chance corintiana da etapa inicial nasceu justamente com Memphis. O holandês tabelou com Raniele, entrou na área e finalizou, mas parou no goleiro argentino. Foi pouco para um time que precisava controlar a partida dentro de casa e demonstrar mais força diante de um adversário que ainda lutava pela classificação.
No segundo tempo, o erro que definiu a noite veio logo aos 10 minutos. Matheuzinho recuou para Hugo Souza, o goleiro se atrapalhou na saída e entregou a bola nos pés de Zapiola. O camisa 10 do Platense aproveitou com categoria e encobriu o goleiro para marcar o segundo.
O lance simbolizou a atuação do Corinthians: insegura, lenta e abaixo do nível exigido para uma equipe que pretende competir forte no mata-mata continental.
⚠️ Memphis joga 45 minutos e futuro segue indefinido
Memphis foi substituído no intervalo, em uma troca que também envolveu a saída de Raniele e a entrada de Kaio César. A decisão teve relação com o controle físico do atacante, que voltou recentemente após período de recuperação e ainda não está em condição ideal para atuar os 90 minutos.
O cenário, porém, vai além da parte física. O futuro do holandês segue como um dos temas mais sensíveis dentro do Corinthians. O clube tenta encontrar um caminho para manter o jogador, mas a operação envolve custo elevado, pressão financeira e necessidade de reorganização contratual.
A possível despedida antes da Copa coloca ainda mais peso sobre a relação entre o jogador e o clube. Memphis ainda é tratado como peça técnica importante, mas sua permanência depende de um Corinthians capaz de resolver problemas que hoje vão muito além do campo.

📊 Platense transforma vitória em classificação histórica
Para o Platense, a vitória em Itaquera teve dimensão enorme. O clube argentino precisava do resultado e conseguiu não apenas vencer fora de casa, mas também garantir classificação às oitavas logo em sua primeira participação na Libertadores.
A equipe soube competir com inteligência. Não tentou dominar o jogo pela posse, mas foi organizada, aproveitou os erros do Corinthians e mostrou frieza nos momentos decisivos. Zapiola foi o nome da partida, não apenas pelos gols, mas pela forma como conduziu os ataques mais perigosos do time argentino.
A classificação do Platense também eliminou Santa Fe e Peñarol da disputa, reforçando o peso do resultado dentro do Grupo E. Em uma chave que parecia controlada pelo Corinthians, o clube argentino conseguiu construir uma das histórias mais relevantes desta fase de grupos.
⚠️ Diniz ganha alerta antes do mata-mata e do jogo contra o Grêmio
A derrota deixa Fernando Diniz com problemas claros para corrigir. O Corinthians ainda mostra dificuldade para manter intensidade durante toda a partida, sofre quando precisa propor o jogo contra defesas organizadas e voltou a errar em zonas perigosas do campo.
O treinador vinha conseguindo melhorar a competitividade da equipe nas últimas semanas, mas a atuação contra o Platense interrompe parte dessa evolução. O time saiu de campo vaiado e com a sensação de que perdeu uma oportunidade importante de chegar ao mata-mata com mais autoridade.
Antes da pausa para a Copa do Mundo, o Corinthians ainda enfrenta o Grêmio, fora de casa, pelo Brasileirão. O jogo tem peso direto na luta para se afastar da parte inferior da tabela e chega em um momento no qual o clube precisa recuperar resposta competitiva rapidamente.
O desafio agora será evitar que a derrota na Libertadores contamine um ambiente que já convive com pressão esportiva, financeira e política.

🔥 Conclusão
A derrota por 2 a 0 para o Platense não tira o Corinthians das oitavas da Libertadores, mas muda o clima da classificação. O time encerra a fase de grupos como líder, porém perde a invencibilidade, desperdiça chance de melhorar sua campanha geral e deixa dúvidas importantes sobre o nível competitivo para o mata-mata.
A noite também reforçou a indefinição em torno de Memphis. O atacante voltou a ser titular, jogou apenas 45 minutos e deixa o clube temporariamente para servir a Holanda na Copa em meio a negociações ainda abertas sobre seu futuro.
O Corinthians segue vivo na Libertadores. Mas a atuação contra o Platense mostrou que liderança de grupo não apaga problemas de desempenho, insegurança defensiva e um ambiente interno ainda longe de estabilidade.
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